O Fim do Dinheiro



1 – JAGUNÇOS


Há pouco tempo atrás as transações eram calcadas em papéis, ou seja, os títulos ao portador, títulos públicos e outros títulos executivos é que dominavam no mercado. Não era raro encontrar em famílias ricas o hábito de guardarem ouro ou objetos com grande valor agregado em casa, o dinheiro era literalmente guardado debaixo do colchão.Neste cenário, a segurança daquelas famílias abastadas eram o foco principal, daí justificam-se a contratação de “jagunços” que defendiam este patrimônio. Note que este tipo de atividade foi um estágio da segurança pessoal e da segurança de valores que temos hoje de forma profissional na Segurança Privada como atividade reconhecida e regulamentada pelos órgãos governamentais.


2 – CAIXA ELETRÔNICO


A Partir daí, já com o surgimento das grandes metrópoles e com crescimento econômico e maior circulação de bens e serviços mais gente começou a ter acesso ao dinheiro e isso foi fator que intensificou a busca por segurança destes numerários. Porém os custos se mostraram altos caso fossem encampados por uma pessoa individualmente, então a solução para a demanda crescente foi o uso maciço dos bancos. Com os erros e com as perdas de dinheiro por parte dos bancos, veio a necessidade de investimento em segurança privada e o uso de tecnologias de defesa. As portas giratórias e vigilantes armados contando com barreira de proteção fizeram com que criminosos buscassem outros meios de chegar ao dinheiro. Aliado ao fato do investimento em segurança privada feito pelos bancos está a criação dos ATMs (caixas eletrônicos) e a constante necessidade de serem abastecidos. Os bandidos então migraram para ataques a estes dispositivos e aos veículos que transportam o abastecimento. Os custos subiram, então novos investimentos foram feitos, especialmente na infraestrutura dos ATMs, veículos blindados e na formação e armamentos dos vigilantes que fazem o transporte de valores. Hoje já conseguimos encontrar uma direção nesta luta com o uso de drones e da internet 5g que possibilitará uma resposta mais rápida a ataques desse tipo.


3 – CARTÃO DE CRÉDITO


Então veio a grande criação: O cartão de crédito, que embora tenha nascido cerca de dez anos antes do primeiro Caixa eletrônico, tomou força em tempos modernos por conta dos custos e das dificuldades criadas pelos constantes ataques ao transporte e ao ATMs já em operação. O grande facilitador deste meio de circular dinheiro é que elimina o transporte de valores das lojas e tiram a necessidade do consumidor portar dinheiro em espécie para custear suas compras.


Existem resistências na substituição do dinheiro por um elemento mais rastreável, o cartão de crédito/débito. Isto se deve ao fato de que nem todos confiam 100% nas instituições financeiras e uma grande parcela prefere manter pelo menos uma parte de seu patrimônio apartado dos bancos. Então, por conta dessa desconfiança e de outros elementos de cunho social e de soberania de cada Estado, é que vislumbramos um tempo maior na substituição total do dinheiro em espécie pelo crédito virtual, mesmo sabendo que este é uma expansão da ideia do cartão de crédito e que a globalização vem empurrando forte para que esta troca se concretize.


O crime, no entanto, já entendeu a direção desta movimentação e muitos golpes vem acontecendo por detrás das telas amigáveis dos programas e dos aplicativos. O fato é que o dinheiro perdido para o crime tem que sair de algum lugar e costumeiramente o reflexo maior disso é sentido pelo consumidor final, pois vê os preços das taxas e serviços subirem sem um teto plausível. As empresas administradoras de cartão de crédito, no entanto, percebem esta problemática e estão buscando alternativas com investimento em segurança privada nos meios eletrônicos, numa tentativa de vencer a corrida de conflitos de interesses que é travada com o crime. Este esforço das empresas há de ser organizado porque o crime cibernético já é. Como especialista em Segurança Privada eu recomendo aos interessados na matéria que voltem seus olhos nos próximos anos para tecnologia (IOT, AI, Criptografia Hash e Blockchain), estas certamente são e serão as armas usadas por um longo tempo.


4 – COVID-19


E para finalizar a questão veio a pandemia do corona vírus e ela trouxe consigo um elemento novo para este quadro que também deve ser analisado pela segurança privada. Este novo elemento se constitui no medo adquirido pelas pessoas em manusear o “dinheiro vivo” (mais vivo do que nunca), uma vez que o vírus tem vida útil por até 03 dias no papel moeda, tempo suficiente para circular infectando pessoas. Neste cenários muitos especialistas acreditam que o cartão de crédito irá tomar o espaço que era reservado pela resistência e pela insegurança nas instituições financeiras, pois o medo de morrer imposto pelo vírus é infinitamente maior que a desconfiança de um controle abusivo por parte do Estado.


Assim concluímos


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