Os 5 Maiores Erros Dos Iniciantes


Durante todos esses anos trabalhando com segurança, percebi erros comuns cometidos por iniciantes e até por profissionais que estão na área a mais tempo. Por isso selecionei os 5 erros mais comuns. Espero que esse post seja um divisor de águas sobre o tema em questão e possa efetivamente lhe ajudar e mudar sua percepção da segurança privada. Vamos aos erros:


1 – A SEGURANÇA É COMPOSTA APENAS DE ARMAS, COLETES E ALGUNS ALARMES


Um erro bem comum é pensar que as atividades de um profissional é pouco complexa e é limitada a armas, coletes e alarmes e este decorre da leitura seca da legislação que obriga as empresas manterem além da segurança armada mais um dispositivo de alarme para complementação. Acontece que na norma está descrita a configuração mínima e o máximo que é observar as 09 (nove) chaves só lhe é passado se conhecer a fundo os problemas e as soluções de segurança que indicamos. Então, o consultor de segurança deve ter sob o seu comando desde a manutenção no muro e revisões elétricas, manutenção de equipamentos mais refinados de tecnologia, tais como CFTV e alarmes. Não pode ele também ignorar a prevenção de acidentes, o meio ambiente, pessoal, documental, informática infraestrutura, dentre outros.


2 – BASTA UMA INVESTIDA VENCEDORA E PODEMOS RELAXAR


A segurança não é estática. Por isso, uma vez concebido o plano de segurança, há a necessidade – para manter sua eficácia – de modernizar seus conhecimentos e suas técnicas aplicáveis. O profissional que está buscando informação, está um passo à frente do bandido e isso pode determinar o sucesso na contenção de um ataque. Contudo, reforço que a técnica que deu certo hoje pode não ser tão eficiente amanhã. Ou seja, tratar de dinâmica similar a um “jogo” em que a prevenção dá o primeiro passo, o bandido o segundo, e a segurança volta e dá um terceiro passo para fechar completamente as brechas. Será assim “ad eternum”. Achar que uma vez seguro sempre seguro – é um dos maiores erros que se pode cometer nessa batalha de prevenção de perdas materiais e de vidas humanas.


3 – PREPARO FÍSICO E CARA FEIA SÃO SUFICIENTES


Esse erro parece óbvio, mas sempre nos deparamos com situações em que estão esquecendo de usar o cérebro na atividade de segurança. Foi-se o tempo em que intimidação física resolvia alguma coisa quando se busca segurança. Hoje você apenas consegue que o inimigo venha com uma arma maior e mais eficiente contra você. E lembrando que este comportamento gerou uma das técnicas mais cruéis para quem está de plantão: A emboscada ou efeito surpresa.


É bem verdade que um sujeito forte intimida mas está longe de resolver problemas complexos de segurança. Para complementar o quadro assertivo de segurança, existem técnicas e tecnologias para auxiliá-lo no dia a dia de trabalho.


4 – UM AMIGO OU UM PARENTE NA SEGURANÇA PÚBLICA É SUFICIENTE


Entregar a segurança de uma empresa para a sorte de um contato de amigos ou parentes que trabalham na segurança pública se traduz também em erro. É Verdade que apesar de essas pessoas terem suas atividades diárias e mesmo assim poderem eventualmente “quebrar um galho” não tem como negar, mas apostar todas as esperanças e anseios de ver seus problemas de segurança resolvidos com o apoio deles, é caminho certo para o seu fracasso. Porém esse amadorismo não condiz com a eficiência que se espera de um profissional de segurança que está no mercado focado em dar soluções para os mais diversos problemas apresentados na iniciativa privada. Aqui vale a nossa frase: Não existe segurança grátis! Mesmo porque essas pessoas, amigos ou parentes têm empregos e não podem parar e pensar em tempo integral a proteção particular gratuita de terceiros.


5 – VENDEDORES SABEM DE TUDO


Alguns vendedores um pouco mais comprometidos podem até saber detalhes de seu produto, mas isso está longe de ser o suficiente e a regra no mercado brasileiro. Todo produto tem que ser avaliado na segurança e dentro de um conjunto de soluções para uma perfeita sintonia entre os procedimentos, tecnologia, público e ferramentas. Então por mais bonito que seja o discurso do vendedor, este será sempre uma apresentação voltada para venda daquele produto isolado, e seguramente, merece o olhar atento do profissional de segurança para verificar se o que está sendo vendido, se aplica de forma eficiente ao problema apresentado ou pelo menos fará parte do conjunto de soluções aplicadas. A solução de segurança, por exemplo, pode ser uma luva para neve, uma toalha quente, um bolso acolchoado, um cobertor etc. para combater – também metaforicamente – o frio das mãos. Todas são soluções diferentes, mas todas cumprem o objetivo e acabam com o problema. Já uma luva de borracha, por mais eficiente que seja contra o choque elétrico, não barra o frio.


Assim concluímos


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